Inteligência e Testes de QI
     
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Testes de Inteligência PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Carlos Simões   
Terça, 20 Janeiro 2009 16:00

Testes que tentam medir a capacidade intelectual inata, em vez da capacidade adquirida. Presentemente pensa-se que a capacidade de uma criança num teste de inteligência pode ser afectada pelo seu meio ambiente, fundamentos culturais e ensino. Existe um cepticismo acerca dos testes de inteligência, mas eles continuam a ser amplamente seguidos como meio de diagnóstico quando as crianças apresentam dificuldades de aprendizagem. Os testes de inteligência «Sight and sound», desenvolvidos por Christopher Brand em 1981, evitam desequilíbrios culturais e o perigo do seu agravamento através de práticas clínicas. Nos testes de vista, são mostradas séries de linhas aos examinandos, as quais são projectadas num ecrã a uma velocidade progressivamente maior, sendo-lhes pedido que identifiquem, em cada caso, a mais curta de cada duas. Nos testes de som, são transmitidas duas notas em auscultadores e pede-se aos examinandos que digam qual é a mais aguda. Existe uma relação estreita entre estes resultados e outros registos de testes de inteligência. Entre os pesquisadores nesta área incluem-se Francis Galton, Alfred Binet (1857-1911), Cyril Burt e Hans Jurgen Eysenck. Binet criou o primeiro teste de inteligência em 1905. Os testes de inteligência foram utilizados pela primeira vez em larga escala na Primeira Guerra Mundial, em 1917, em dois milhões de homens destacados nos Estados Unidos da América. Muitos psicólogos admitem presentemente uma definição de inteligência muito mais vasta, incluindo capacidades relativas a espaço e a resolução de problemas, as quais se procura muitas vezes encontrar na vida adulta mas que não são medidas pelos testes de inteligência convencionais.

Binet, Alfred (1857-1911): Psicólogo francês que apresentou o primeiro teste de inteligência (1905). O teste era estandardizado, de forma a que o último dos vários grupos do teste que fosse completado com sucesso, por uma criança, indicava a sua «idade mental». Ou seja, se o teste fosse realizado com sucesso pela maior parte das crianças com idade superior a 12 anos, mas fosse mal respondido pelas mais novas, significava que a sua idade mental era de 12 anos. Binet publicou estes resultados em colaboração com Théodore Simon. Binet nasceu em Nice e estudou neurologia e psicologia em Paris, tornando-se director do laboratório de psicologia fisiológica da Sorbonne, em 1895. Binet escreveu vários livros sobre os processos mentais e a capacidade de raciocínio, entre os quais L’Étude Expérimentale de l’intelligence (1903), um estudo sobre as suas duas filhas. Para além disso, elaborou diversos testes que envolviam a interpretação de respostas de um sujeito a estímulos visuais, tais como borrões ou figuras de tinta, que foram os precursores de alguns dos actuais testes de personalidade.

Galton, Francis (1822-1911): Cientista, inventor e explorador inglês que estudou a hereditariedade dos atributos físicos e mentais com o objectivo de melhorar a espécie humana. Foi o primeiro a estudar gémeos para tentar avaliar a influência do ambiente no desenvolvimento humano, e é considerado o fundador do eugenismo (um termo que introduziu). Galton acreditava que o génio era herdado, e que se encontrava principalmente entre os britânicos; tentou igualmente compilar um mapa da beleza física humana na Grã-Bretanha. Inventou o apito «silencioso» para cães, o mapa meteorológico, uma teleimpressora, as impressões digitais forenses, e descobriu a existência dos anticiclones. Galton nasceu em Birmingham, estudou medicina em Londres e matemática em Cambridge. Em 1850 dedicou-se a explorar áreas não cartografadas de África, e após o seu regresso escreveu dois livros descrevendo as suas explorações. Galton projectou vários instrumentos para registar dados meteorológicos e fez a primeira tentativa séria de ordenar num só gráfico o clima de áreas extensas — descrita no seu livro Meteorographica (1863). Em Hereditary Genius (1869), baseado num estudo sobre a capacidade mental de famílias eminentes, Galton formula a lei da regressão; esta sutenta que a capacidade mental dos filhos de progenitores que se desviem da média (ou seja, tenham mais ou menos capacidade mental do que um determinado valor tomado como medida-padrão), apresenta um desvio idêntico ao dos pais mas com um menor valor. Galton inventou instrumentos para medir a capacidade mental e utilizou-os em cerca de 9000 indivíduos. De forma a interpretar os seus dados, Galton delineou novos métodos estatísticos de análise, incluindo o cálculo correlacional, que desde então se tornou uma ferramenta inestimável em várias disciplinas. Os resultados foram resumidos em Inquiries into Human Faculty and its Development (1883).

Burt, Cyril Lodowic (1883-1971): Psicólogo britânico. Um especialista em desenvolvimento mental e infantil, defende em The Young Delinquent (1925) a importância dos factores ambientais e sociais sobre a delinquência. Após a sua morte, foi acusado de ter falsificado resultados experimentais, na tentativa de provar a sua teoria de que a inteligência é sobretudo herdada.

Eysenck, Hans Jurgen (1916-): Psicólogo britânico, nascido na Alemanha. Concentrou o seu trabalho na teoria da personalidade através do desenvolvimento da terapia comportamental. Crítico e opositor da psicanálise como método terapêutico. A sua teoria de que a inteligência é quase toda herdada geneticamente e que só pode sofrer uma ligeira alteração com a educação levantou muita controvérsia. Eysenck nasceu em Berlim, mas deixou a Alemanha para viver no Reino Unido quando os nazis tomaram o poder em 1930. Estudou na Universidade de Londres, onde leccionou depois psicologia a partir de 1955. O seu argumento de que a inteligência tem uma base física e hereditária é apresentado através de métodos fisiológicos objectivos, tais como as alterações registadas nos padrões das ondas cerebrais quando perante um estímulo súbito. Grande parte da controvérsia acerca das suas descobertas — nomeadamente da sua perspectiva de que pode existir uma base genética para as diferenças de inteligência entre raças — está relacionada com os métodos de avaliação do quociente intelectual, que passam por determinar se são ou não livres de cruzamentos culturais. Eysenck também desenvolveu importantes estudos ao nível da emocionalidade, do condicionamento e das atitudes sociais.



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